Escrevendo em aulas de Ciências

COMO CITAR ESTE ARTIGO:

OLIVEIRA, Carla M. A.; CARVALHO, Anna M. P. de. Escrevendo em aulas de Ciências. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM ENSINO DE FÍSICA, 9, 2004, Jaboticatubas, MG. Anais… NASCIMENTO, Silvania S.; MARTINS, Isabel; MATTOS, Cristinao R.; HARRES, João B. (Orgs.). Jaboticatubas, MG: SBF, 2004. ISBN 85-89064-03-4.

Resumo:

Este estudo analisou os registros escritos dos alunos do 3º ano do ensino Fundamental nas aulas de Ciências em que a professora utilizou as atividades de conhecimento físico, criadas pelo Laboratório de Pesquisa e Ensino de Física da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Os registros analisados foram coletados na Escola de Aplicação da FEUSP no ano de 2001, durante o acompanhamento de três aulas de Ciências em que a professora trabalhou com as atividades de conhecimento físico: o problema do submarino, o problema do barquinho e o problema da pressão. O estudo teve a intenção de criar um panorama de como aparecem os registros realizados pelos alunos após uma aula de Ciências em que eles são levados a resolver situações problemáticas através da experimentação, argumentar e escrever sobre os fenômenos físicos. Durante a análise levou-se em consideração os tipos de textos que os alunos escrevem, o uso da primeira pessoa, o uso de verbos de ação, o respeito à ordem cronológica dos eventos, e quais os tipos de explicações os alunos atribuem aos fenômenos trabalhados.

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A Literatura Infanto-Juvenil e o Ensino de Ciências: uma relação possível

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LINSINGEN, Luana von. A literatura infanto-juvenil e o ensino de ciências: uma relação possível. Anais do 4º SLIJSC. In: DEBUS, Eliane; RAUEN, Fábio José; JULIANO, Dilma Beatriz; DOMINGUES, Chirley. Palhoça, SC, n.4, 2009 (495-507). ISSN 2175-9308.

RESUMO:

São várias as histórias juvenis e infantis que trazem à tona questões como o lixo, as usinas nucleares, as extinções em massa, o futuro do futuro; transformam os assuntos da Ciência no que são de fato: em assuntos sociais. Uma só obra literária encerra uma cultura infinita, com temas que, fazendo parte do pensamento humano, não podem ser fragmentados, não podem ser dissociados uns dos outros. Por conta desses fatores, quando levada ao espaço escolar, uma obra literária não pode nem deve ser tachada de “apoio paradidático” de Língua Portuguesa. Ela deve ser elevada a um status de complemento, de ponto de partida, de problematização, e levada a todas as disciplinas, a de Ciências inclusive.

Com o objetivo de proporcionar a reflexão sobre a relevância de mais estudos e pesquisas sobre a Literatura Infanto-Juvenil na área do Ensino de Ciências, especificamente seus exemplos literários, isto é, textos cuja matéria ou linguagem (narrativa ou poética) resulta da invenção e da transfiguração da realidade em matéria, buscando interagir com as emoções de seu leitor, tomo por modelo uma coleção específica de livros infantis, que serviu de base para minha dissertação de mestrado sobre as relações entre Ensino de Ciências e Literatura Infantil, além de exemplos da literatura tida por juvenil.

Os resultados obtidos pela supracitada pesquisa indicam carência de trabalhos que abordem as relações entre a Literatura Infantil e o Ensino de Ciências e Biologia, e que o texto infantil, em especial o ficcional, fornece possibilidades de contornar dois graves analfabetismos: o científico e o literário.

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Material da oficina de Curitiba já está disponível

O 3º Literatura e Ensino gerou bons materiais! Os professores da rede pública do Paraná arregaçaram as mangas diante da atividade Histórias de Leituras e usaram e abusaram da criatividade.

Os professores participantes estão livres para conferir seus trabalhos e baixar as apresentações e os jogos oferecidos durante a oficina. Só é preciso ter em mãos a senha enviada por e-mail e clicar em Oficinas.

Aproveitem para checar a nossa Lista de Livros interessantes para usar em aulas de Ciências. Alguns trazem atividades pedagógicas; vocês podem experimentar e depois relatar a experiência aqui mesmo, no Lit&C.

A leitura de textos originais de Faraday por alunos do Ensino Fundamental

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MONTENEGRO, Anisabel da G. P. de M.; ALMEIDA, Maria José P. M. de. A leitura de textos originais de Faraday por alunos do ensino fundamental. Atas do IX ENPEF. In: NASCIMENTO, Silvania Sousa do; MARTINS, Isabel; MATTOS, Cristiano R.; HARRES, João B. Jaboticatubas, MG, n.9, 2004. ISBN 85-89064-03-4.

RESUMO:

Descrevemos o funcionamento de uma pequena unidade de ensino na quarta série do ensino fundamental, unidade esta pautada em atividade prática e leitura, com ênfase na análise da leitura de trechos de um texto original de Michael Faraday. Como dispositivo analítico foi utilizada a análise de discurso de linha francesa, principalmente as noções de condição de produção de leitura e princípio de autoria.

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Discursos de professores de Ciências sobre leitura

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BARCELLOS DE ANDRADE, Inez; MARTINS, Isabel. Discursos de professores de Ciências sobre leitura. Atas do IX ENPEF. In: NASCIMENTO, Silvania Sousa do; MARTINS, Isabel; MATTOS, Cristiano R.; HARRES, João B. Jaboticatubas, MG, n.9, 2004. ISBN 85-89064-03-4.
RESUMO:

É crescente o interesse nas relações entre linguagem, leitura e ensino, especialmente, ensino de ciências. Almeida et al (2001, 2000, 1998) relatam que, ao longo das últimas décadas, pesquisadores da educação em ciências têm produzido trabalhos que relacionam a aprendizagem de ciência com a leitura e compreensão de textos científicos. Entre eles encontramos trabalhos que se preocupam com a estrutura lingüística dos textos, que caracterizam as representações de professores e de estudantes sobre o texto, que analisam o texto e os contextos de utilização de livros didáticos e que sugerem propostas sobre a leitura como estratégia de ensino.

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Física e cultura

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ZANETIC, João. Física e cultura. Ciência e Cultura, São Paulo: v.57, n.3, 21-24, jul./ set. 2005. ISSN 0009-6725.

Resumo:

Quando se fala em cultura, raramente a física comparece na argumentação. Cultura é quase sempre evocação de obra literária, sinfonia ou pintura; cultura erudita, enfim. Tal cultura, internacional ou nacional, traz à mente um quadro de Picasso ou de Tarsila, uma sinfonia de Beethoven ou de Villa Lobos, um romance de Dostoiévski ou de Machado de Assis, enquanto que a cultura popular faz pensar em capoeira, num samba de Noel ou num tango de Gardel. Dificilmente, porém, cultura se liga ao teorema de Godel ou às equações de Maxwell!

Sugerindo abordagens para modificar essa situação, este texto examina o tema “Física e Cultura” na escola, no contexto social e, principalmente, na literatura, vinculando-o à figura de Albert Einstein (1879-1955) no centenário de seu annus mirabilis.

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Física e arte: uma ponte entre duas culturas

COMO CITAR ESTE ARTIGO:

ZANETIC, João. Física e arte: uma ponte entre duas culturas. Pro-Posições, Campinas: v.17, n.1, 39-57, jan./ abr. 2006. ISSN 0103-7307.

Resumo:

O ensaio discute o trabalho com atividades interdisciplinares envolvendo física e arte, esta representada pela literatura e por letras de música. Além da discussão de aspectos históricos e epistemológicos da ponte entre as duas culturas, são criticadas medidas educacionais adotadas no País na atualidade. O ensaio ressalta a importância da física na construção de um diálogo inteligente com o mundo. Essa física deve contemplar conteúdos históricos e filosóficos mediados pela literatura. Além de permitir uma forma alternativa de ensino, a ponte entre física e literatura pode contribuir para amenizar a crise de leitura na contemporaneidade, cuja solução não pode ficar restrita aos professores de português. No aspecto epistemológico é abordada criticamente a ênfase de Bachelard na separação entre a racionalidade científica e a imaginação poética. Textos literários podem permitir o trabalho com obstáculos epistemológicos entre aqueles alunos que não se sentem motivados ao estudo da física.

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Ciência e arte, razão e imaginação: um projeto de ensino de física moderna para alunos do ensino médio

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CARVALHO, Sílvia H. M.; ZANETIC, João. Ciência e arte, razão e imaginação: um projeto de ensino de física moderna para alunos do ensino médio. Anais do XVI Simpósio Nacional de Ensino de Física, CEFET-RJ, Rio de Janeiro, jan. 2005.

Resumo:

A introdução da Física Moderna no ensino médio é de suma importância. Podemos destacar dentre os motivos mais convincentes aqueles que permitem que os alunos dialoguem com os fenômenos físicos que estão presentes tanto no funcionamento de aparelhos utilizados no cotidiano quanto no imaginário de nossos alunos.
Para explorar a física moderna na sala de aula adotamos a leitura de textos, por meio dos quais os alunos poderão construir imagens expostas em produções audiovisuais. Pensamos que a transformação das leituras em imagens possibilita ao aluno extrapolar os sentidos para construir os conceitos da Física Moderna já que estes não podem ser demonstrados de forma empírica, necessitando da imaginação e da abstração matemática para sua compreensão.
Os textos selecionados encontram-se nos originais escritos por cientistas e em livros destinados para o público infanto-juvenil. Os primeiros retratam os conceitos construídos pelos próprios autores (cientistas), o que permite um mergulho na História da Ciência. Utilizamos originais de Isaac Newton (1642-1727)1, Thomas Young (1726-1829)2 e Huygens (1629-1695)3.
Os textos mais populares abordam os conceitos de forma mais simples, mais acessível aos estudantes do ensino médio. Podemos destacar dentre estes, os seguintes livros: “O incrível mundo da Física Moderna”; “Alice no país do quantum”; “As aventuras científicas de Sherlock Holmes”; “20.000 léguas matemáticas”; “O Tio Alberto e o Mundo dos Quanta”; “Os Buracos Negros e o Tio Alberto”; “O tempo e o Espaço do Tio Alberto”.

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Ciência e arte, razão e imaginação: complementos necessários à compreensão da física moderna

COMO CITAR ESTE ARTIGO:

CARVALHO, Sílvia H. M.; ZANETIC, João. Ciência e arte, razão e imaginação: complementos necessários à compreensão da física moderna. Atas do IX ENPEF. In: NASCIMENTO, Silvania Sousa do; MARTINS, Isabel; MATTOS, Cristiano R.; HARRES, João B. Jaboticatubas, MG, n.9, 2004. ISBN 85-89064-03-4.

Resumo:

O objetivo desta comunicação é apresentar os aspectos teóricos e pedagógicos de um projeto de atividade em sala de aula que busca estabelecer uma ponte concreta entre ciência e arte, entre razão e imaginação. A partir da leitura de textos, pretendemos levar alunos do segundo ano do ensino médio a construírem produções audiovisuais, sejam estas através de uma câmara filmadora comum ou através do computador (Windows Movie Maker, Flash, etc), que abordem noções de Física Quântica e Relatividade, introduzidos através da Óptica.
Os referenciais teóricos baseiam-se no pensamento diurno e noturno de Gaston Bachelard, que afirma que ciência e poesia (arte), razão e imaginação são opostos complementares na formação do espírito científico, e também na pedagogia de Paulo Freire que destaca a participação do sujeito cognoscente como imprescindível na relação ensino/aprendizagem. O conceito de “obra aberta”, como entendido por Umberto Eco, também nos dá suporte para fundamentar esse trabalho.
Através das mídias criadas pelos alunos, analisaremos como estes compreendem os tópicos da Física Moderna trabalhados. Será que atingem o surracionalismo bachelardiano? Como se comportam ou atuam como os sujeitos cognoscentes de Paulo Freire?

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Analogias e metáforas no ensino de ciências: análise da inserção de um livro paradidático de mecânica quântica e a sua leitura por alunos do ensino médio

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NEVES, Laura A. S.; SOUZA, Aguinaldo R. Analogias e metáforas no ensino de ciências: análise da inserção de um livro paradidático de mecânica quântica e a sua leitura por alunos do ensino médio. In: MOREIRA, Marco Antonio. Atas do IV ENPEC. Bauru, SP, nov. 2003. ISBN 85-904420-1-2.

Resumo:

O objetivo da pesquisa foi juntar o uso de linguagem metafórica, ensino de mecânica quântica e o livro paradidático. Foi analisado o conteúdo do livro paradidático, Alice no País do Quantum, Gilmore (1998), em relação à utilização de analogias e metáforas no ensino de Ciências e como é feita a sua leitura por alunos do ensino médio que não tiveram contato inicial com conceitos de Mecânica Quântica. A pesquisa realizada para a coleta de dados foi desenvolvida com seis alunos da 2ª série do Ensino Médio, da cidade de Catanduva, no Estado de São Paulo. Foram desenvolvidas as seguintes etapas para a realização deste trabalho: a princípio fez-se uma análise do livro para se verificar se o mesmo se inseria na proposta de trabalho, para posteriormente, indicar a sua leitura aos alunos. Para verificar o tipo de leitor, fez-se uma entrevista individual procurando estabelecer o perfil dos leitores. Após a leitura, foram feitas entrevistas gravadas com os alunos e, posteriormente, estas foram transcritas. Na última etapa da coleta de dados propôs-se uma redação na qual os alunos sugerem a leitura do livro para uma nova turma de alunos da classe.

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